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Arquivo mensal: outubro 2008

As bruxas de Salem

Por que a cidade é conhecida com este nome?
Salem é uma cidade do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Em janeiro de 1692, a filha de Samuel Parris, reverendo da vila de Salem, e outras moças ficaram doentes. William Griggs, médico local, foi chamado para curá-las. Sem saber explicar a causa da doença, atribuiu o problema à bruxaria.

A partir disso, surgiram denúncias que acusavam pessoas de serem bruxas. Mais de 100 pessoas foram presas e julgadas pela Igreja. Dezenove pessoas acabaram morrendo, muitas passaram os resto da vida na cadeia e outras nunca mais se recuperaram dos traumas. Anos mais tarde a sociedade americana reconheceu a injustiça daquele fato.

A palavra Salem derivam de shalom, que significa paz.

 
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Publicado por em outubro 31, 2008 em Curiosidades

 

Fábulas do Tempo e da Eternidade

Nunca mais o tempo será o mesmo… 

O próprio Universo um dia deixará de existir. Daqui a incontáveis bilhões de anos, as galáxias estarão a imensas distâncias umas das outras, e não mais nascerão estrelas. Quando a última destas finalmente se apagar, ainda restarão os buracos negros, os objetos mais longevos que existem. Mas mesmo estes terminarão por evaporar éons depois. Toda a energia se diluirá, a matéria irá se desintegrar, e mesmo os átomos e partículas elementares perderão sua coesão, no momento em que as próprias leis naturais deixarão de fazer sentido.

O Universo será, então um nada, amorfo e escuro. Uma condição bem chata, na verdade, isso se ainda existir vida no nada.

E mesmo assim, o conto Viagem Além do Absoluto, um dos que compõem o livro Fábulas do Tempo e da Eternidade, e que transcorre nesse período da história do Universo, é instigante,  irresistível, e o mais importante, traz muito o que pensar.

Fábulas, de Cristina Lasaitis, é um daqueles livros que quando chegamos no final de cada história, viramos a página e queremos mais.

Não são apenas ótimas histórias, para depois de fechar o livro, jogá-lo em um canto qualquer ou apenas fazer parte da coleção de livros de sua biblioteca. Longe disso. Fábulas do Tempo e da Eternidade, é algo inexplicável. Como um filme que você sai do cinema viajando. Mas ele não é um filme. É um livro, como a alma de sua criadora.

Um poema para a ficção, em linhas descritivas e diretas. Linhas que não agridem a mente do leitor, mas sim que a seduzem.

Se posso dar uma dica de um livro de Ficção para este final de ano, este é o livro. Para os apaixonados pelo poema de ficção. Desprentencioso e apaixonante.

O livro é mais um lançamento da Tarja Editorial, assim como o livro De Roswell a Varginha.

Para adquiri-lo – www.tarjaeditorial.com.br

 
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Publicado por em outubro 26, 2008 em Dicas

 

De Roswell a Varginha

“A ficção cientifica de um século é a ciência do século seguinte”. 

“De Roswell a Varginha”, do escritor Renato A. Azevedo, apresenta uma história sobre OVNIS, que remonta ao famoso caso de Roswell, nos EUA, e o relaciona ao caso Varginha (MG), no Brasil. 

O livro é um verdadeiro tributo aos amantes da ficção. Um romance digno dos antigos livros de mistério e ficção que tanto nos fascinam, com mistérios, personagens carismáticos e um verdadeiro enredo.

Renato A. Azevedo, nos brinda com um verdadeiro conteúdo Ufológico, histórico e científico. Em uma época em que a imprensa transforma em palhaçada o movimento Ufológico, o autor ensina através do seu livro, o que é a verdadeira Ufologia. E quem melhor para descrever a obra, do que uma das maiores mentes da Ufologia brasileira, do que A.J.Gevaerd, editor da Revista UFO.

Mesmo para aqueles que nunca leram nada sobre o caso Roswell ou mesmo o de Varginha, o livro explica em por menores todos os acontecimentos que até hoje são um verdadeiro mistério.

Com uma narrativa no melhor estilo de Arquivo X, De Roswell a Varginha é uma leitura obrigatória e apaixonate, para todos os amantes da ficção e de um bom livro!

O livro pode ser adquirido na Tarja Editoral – http://www.tarjaeditorial.com.br

 
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Publicado por em outubro 26, 2008 em Dicas

 

Por que fevereiro tem 28 dias?

Dúvidas e dúvidas… e finalmente iremos esclarecer uma dos maiores mistérios de nosso planeta!!!

A origem do nosso calendario confunde-se com a origem da propria civilizacao. O numero doze era de extrema importancia para os sumerios. Os egipcios, por sua vez, foram, dos antigos, os que melhor mediram a duracao do ano, introduzindo um ano de 365 dias, e tambem um dispositivo de intercalacao, que previa um ano de 366 dias a cada periodo de quatro anos. Mas e’ aos romanos que devemos a maior influencia. O primeiro calendario romano surgiu juntamente com a cidade em si, fundada por Romulo em 753 AEC (antes da Era Comum). O calendario de Romulo era estranho, seu ano possuia apenas dez meses, somando um total de 304 dias. O periodo que correspondia ao rigoroso inverno romano simplesmente nao era contado! A Romulo, seguiu-se Numa Pompilio.

O segundo rei de Roma nao concordava com o calendario de dez meses apenas, e introduziu dois meses adicionais. Assim nasceram os meses de janeiro (Januarius, em homenagem ao deus Jano) e fevereiro (Februarius, em alusao as februas, mantos sagrados usados pelos sacerdotes). Por essa epoca, os numeros pares eram considerados agourentos. Entao, existiam meses com 29 dias e meses com 31 dias. Mas se somarmos doze numeros impares, teremos um numero par. Para que o numero de dias em um ano nao fosse par, fevereiro (o ultimo mes a ser criado) ficou com 28 dias apenas, de modo que o ano tivesse 355 dias. Antes de Julio Cesar assumir o poder e criar o calendario Juliano, em 44 AEC, o calendario de Numa ja’ havia sofrido alteracoes. Nessa epoca, o ano ja’ tinha seus 365 dias, com 5 meses de 31 dias (janeiro, marco, maio, setembro e novembro) e os demais com 30 dias (era mais importante ter um ano com um correto numero de dias do que um ano livre de numeros pares.).
Julio Cesar reformou o calendario, criando o ano bissexto, e logo epois foi assassinado. Foi homenageado por seus seguidores (que oram tambem seus assassinos!) com o nome de um mes. Quintilis passou se chamar Julius, julho. E para melhor homenagear o general, julho ficou com 31 dias, tomando um dia de fevereiro, que passou a ter 29 (30 nos anos bissextos). Depois de Julio Cesar, veio Cesar Augusto, que decidiu se homenagear ainda em vida, e tomou para si o mes de Sextilis, que passou a se chamar Augustus, agosto. Para nao ficar atras de seu antecessor, Augusto fez com que agosto tivesse tambem 31 dias. Para isso, trocou o numero de dias de setembro com outubro, e de novembro com dezembro. E, claro, tomou mais um dia do pobre mes de fevereiro! E desde entao fevereiro tem apenas 28 dias, 29 nos anos bissextos.
 
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Publicado por em outubro 26, 2008 em Curiosidades

 

Qual o nome original dos carros na Corrida Maluca?

00 – The Mean Machine Dastardly and Muttley
01 – The Bouldermobile The Slag Brothers
02 – The Creepy Coupe The Gruesome Twosome
03 – Convert-A-Car Professor Pat Pending
04 – The Crimson Haybailer The Red Max
05 – The Compact Pussycat Penelope Pitstop
06 – The Army Surplus Special Meekley and Sarge
07 – The Bullet Proof Bomb The Ant Hill Mob
08 – Arkansas Chug-a-Bug Luke and Blubber Bear
09 – The Turbo Terrific Peter Perfect
10 – The Buzzwagon Rufus Ruffcut and Sawtooth
 
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Publicado por em outubro 23, 2008 em Curiosidades

 

3º Dia – parte 2

Capítulo 2

“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana.”
Albert Einstein

– Maldito programa!

Sirius jogou o controle da TV longe. Estava cansado das discussões calorosas sobre seu projeto. Encostou sua cabeça no sofá e escutou.

– Mas a senhora não acha que este, chamado projeto, não vai contra os pensamentos de Deus? Este doutor, com nome estranho…

– Sirius. O pai do doutor era um antropólogo grego e sua mãe… – disse a tal da senhora.

– Sim, sim… estamos cansados de saber sobre quem são seus pais. Principalmente sua mãe. Joana era uma mulher admirável, diferente do pai e do filho. Deus! Ela foi uma das mulheres que lutaram pela liberdade religiosa!

“E morreu pelas mãos de um louco que achava sua idéia um absurdo…” – pensou Sirius. Ele levantou-se e foi até a cozinha, enquanto deixava os dois discutindo sobre seu projeto. Olhou novamente para a secretária eletrônica, 28 mensagens. Nem queria ouvi-las. Sabia muito bem o que diziam. Desde que começou o projeto 3º Dia, a imprensa, e principalmente os religiosos, o colocaram na mira. Não entendia porque tanto alvoroço! A final de contas, ele apenas conseguira desenvolver um modo de colocar as pessoas para “dormirem”. Pessoas com doenças que nossa medicina ainda não pudera curar. Que problema havia nisso! A criogênia era melhor do que a clonagem! Isto sim era uma afronta. Ainda bem que fizeram a Lei em favor dos Clones. Quantos andavam por aí? E quantos nem ao menos sabiam quem eram. O único problema, era sua vida útil. Chegavam a no máximo 30 anos, e depois morriam. Mas eram fortes, mais inteligentes… e agressivos. E heis o grande problema.

Sirius ainda se lembrava da Guerra. Clones, homens e cyborgs. Os cyborgs eram como nós, mas sem emoções. Homens de lata, como ele costumava chamá-los, mas com pele e Inteligência Artificial. Já os Clones… Sirius os admirava, tanto que ganhou o apelido de “namoradinho clonico”. No começo achou engraçado, mas depois dos ataques terroristas no Vaticano, suas idéias começaram a mudar. Mas por fim, a Guerra acabou. Um acordo de paz, e regras sobre clonagens.

Sirius saiu de seu devaneio ao sentir o vibrador de seu celular.

– Sim.

– Doutor… já está quase na hora. O senhor…

– Já estou indo Kusanagi.

– Ok, estamos o aguardando.

Sirius desligou seu celular. Respirou fundo e caminhou até a porta. Olhou novamente para seu quarto e para a TV. Passava agora uma reportagem sobre o aquecimento global. Mostravam o que sobrara do antigo EUA. Uma veradeira bola de neve… e o restante debaixo da água. Assim como tantos outros países. Por incrível que pareça, o Brasil saiu intocado daquilo tudo. Está certo que cidades litorâneas foram hoje estavam submersas, mas isto tudo era coisa do passado. O ano de 2064 era diferente. Um inferno na Terra deixado pelos mais antigos. Sempre se lembrava de seu avô dizendo “todos falavam que até o ano de 2015 começariam a arrumar a bagunça com a natureza… é, só disseram. E agora olha só… A África nem mais existe por causa de um idiota que apertou a bomba. Quantas pessoas mortas? E o Japão? Meu neto… aquilo foi horrível“. E depois disso ele chorava por horas.

– E aqui estamos… tentando salvar o que restou.

Sirius fechou a porta e caminhou pelo corredor. Morava com mais de uma centena de outros cientistas e um outro tanto de militares a uns 50 kilometros da superfície. Nem mesmo se lembrava mais de como era o mundo lá em cima. Apenas que era quente e quase impossível da humanidade sobreviver. Os poucos que puderam, desceram para de baixo da Terra. Enquanto outros… os menso favorecidos, ficaram a mercê da sorte e de Deus.

Tanto se perdeu…” como meu pai dizia, “a Biblioteca de Alexandria novamente foi destruída. E agora? Quanto de nosso futuro se perdeu? Tantos projetos foram por ralo abaixo. Nem mesmo o projeto espacial sobreviveu. A história terá que ser reescrita, mas por quem? Por estes mesmos homens que cometem os mesmos erros do passado? A Deus… se você realmente existisse, nada disso aconteceria.

Chegou até o elevador. Girou a chave e entrou. Uma brisa com aroma do mar saiu pelo buraco acima. Passou pelo nível 2, local do projeto “7º Dia”. Nem ao menos imaginava o que poderia ser aquilo. Talvez uma referência ao tempo que demoraram para acabar com a Guerra? Deixou seus pensamentos de lado quando o elevador parou. Saiu e seguiu adiante até a sala principal.

– Kusanagi… como estamos?

– Tudo pronto doutor. Já começamos a gravação. O senhor…

– Tenho certeza Kusanagi. Obrigado. Ligue a sequência.

Sirius sorriu para o oriental. Seu único amigo verdadeiro nestes últimos anos de solidão. Kusanagi era um homem com seus 45 anos, baixo e magro. Sem família, como Sirius. Já Sirius, mais novo, 35 anos, 1,80, cabelos negros e olhos tão negros como a noite, era uma das maiores mentes já existentes. O comparavam a tantos do passado, que nem ao menos fazia sentido lembrar os nomes.

Sirius chegou até uma câmara. Passou sua mão pela borda. Fria e lisa. Começou a retirar sua roupa, enquanto uma enfermeira colocava os fios nele.

– Doutor, a programação é de 5 anos. Estamos certos que…

– Natália, por favor. Eu sei…

Sirius sorriu para a enfermeira enquanto começava a entra na câmara. Parecia que deitava em seu próprio caixão, o que não deixava de ser verdade. Ele estava com um tipo de câncer no cérebro, diferente de tudo até então que a ciência havia visto. E somente a criogênia e o futuro poderiam salvá-lo. Mas não era isso que ele esperava. O seu desejo era simplesmente se desligar do mundo. E quem sabe, seus cálculos estarem errados e ele poder se encontrar com sua família do outro lado.

Um sorriso brotou em seus lábios. Este era o pensamento de sua mãe. Não o dele.

Uma pequena rajada de gás entrou e ele respirou fundo. Sua mente começou a divagar. Mas algo estava errado. As luzes começaram a piscar em um vermelho. “Alarme, o que…” De repente uma mão bateu em sua câmara… sangue. Era Natália. Seus olhos estavam sem vida. Sirius bate com força no vidro, mas a sequência já havia começado. Tentou lutar, mas seu corpo não mais respondia.

Seus olhos começaram a ficar nublados… uma luz apareceu em sua frente… “Um anjo?” Não, apenas uma explosão.

 
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Publicado por em outubro 22, 2008 em Terceiro Dia

 

3º Dia – Parte 1

Capítulo I

“Em algum lugar, algo incrível está esperando para ser descoberto.”
Carl Sagan

A chuva batia forte no rosto da jovem. Sua roupa estava toda molhada, grudada totalmente em sua pele. Mas ela continuava em silêncio. Agarrada no muro da cidade, olhava para baixo, na saída do esgoto de Éden. Seus olhos foram atraídos pelo forte clarão acima de sua cabeça. Seu corpo tremeu, mas não de frio.

Ela viu, aquela visão fantasmagórica. Um ser com uma longa espada em sua mão. Ele era totalmente brilhante, com olhos sem vida. Mas um rosto e corpo lindo. Era um Arcanjo. Um enviado de Deus.

Mas será que ele a tinha visto? Ela estava cometendo um pecado, e dos grandes. Sua família não era bem vista em Éden. Eram proscritos. Sua mãe e pai, foram espulsos do paraíso quando ainda era um bebê. Crescera como uma escrava. E agora, depois de ter brigado com Madalena, sua dona, lá estava ela, com sua roupa toda molhada e sem saber para onde ir. A não ser para fora, dos muros de Éden.

O Arcanjo continuava parado, como a contemplar o horizonte. Ela respirou fundo, e este foi seu erro. Uma fumaça saiu de sua boca, devido ao calor de seu corpo com o ar frio do fim da tarde. Um vento e um barulho, o máximo que pode escutar.

De repente, lá estava ele, lindo, angelical. Seu peito nú, uma quase saia protegia sua cintura.

– Filha… – sua voz era suave, límpida – você deve ser punida em nome do Senhor.

Ela fechou os olhos. Quando o abriu, a espada descia para acertar sua cabeça. Ela não sabe de onde tirou forças, talvez do medo. No último instante, se desviou. Seu pé perdeu o equílibrio e ela caiu. O Arcanjo apenas a observava de longe. Sentiu um baque, o sangue escorrer por sua boca. Um calor do seu braço. Ele a havia cortado. Sua mente começou a perder o foco do mundo. Seu último pensamento, “finalmente vou para o inferno”.

 

– Arrrggggghhhhh!!!

– Espera, cuidado!

Um novo grito saiu de sua garganta. Não sabia onde estava. Tudo estava escuro.

– Espera menina!

Um tapa em seu rosto a trouxe de volta. Sua cabeça foi colocada com cuidado em algo macio. Virou seu rosto para o lado e viu uma senhora, idosa, cabelos longos e brancos. Mas não tinha um dos olhos.

– Quem… quem…

– Shiiiuuuu. Fique quietinha. Nem acredito que você conseguiu sobreviver. Graças aos anciões. Meu nome é Catarina. A encontrei no meio do lixo menina. O corte no seu braço já está quase curado, não foi fundo. Mas… UAU, como você conseguiu sobreviver de uma queda daquelas? Acho que deve ter sido o lixo. Bem, o que interessa é você ficar quietinha.

– Onde?

– Você está fora do Paraíso menina. Esta é uma vila de proscritos. Bem, ou o que sobrou de nós. Sabe, de vez em quando aparece um Arcanjo e… VUSH, sabe, mata a gente ou leva para algum lugar. Agora dorme.

Ela bem que queria tentar ficar acordada, mas seus olhos não permitiam.

 

Acordou pela manhã, com um cheiro gostoso chegando em sua narina. A luz entrava por uma fresta vinda da parede. O som de pessoas conversando do lado de fora e o riso eram amistosos. Algo que não lembrava fazia muito tempo. Levantou-se, colocou seus pés no chão, frio e seco. Seu corpo estava nú. Sentiu asco por terem tirado sua roupa. Como ousaram? Isto era proíbido em Éden… mas ela não estava mais no Paraíso, e eles a tinham salvo. Achou um manto com uma muda de roupas. A vestiu e saiu.

A luz era forte do lado de fora. Um sol que ela nunca tinha imaginado. A fragrância de flores e outros aromas desconhecidos, a deixaram desnorteada.

– Olha só, finalmente a menina acordou. Pensamos que não acordava mais!

– Quanto tempo eu dormi?

– Ah, só uma semana.

– Uma semana? O corpo dela tremeu, e percebeu o quanto estava fraca.

– Bem menina, você até acordou algumas vezes, mas devido a febre. Ah, bem, não sei se lembra, mas meu nome é Catarina. Este é o Leto, nosso bom velhinho. Mas não precisa comprimentar com as mãos não… ele não tem braço. Os Arcanjos tiraram dele. Aquele moleque é o Abraão. Nasceu aqui, do lado de fora.

– Como assim? Sem o consentimento do nosso…

Uma mão forte a pegou pelo pescoço e a outra em sua boca. Um braço forte.

– Não diga o nome DELE aqui, nem mesmo a nomenclatura menina!

Sua voz era forte, como seu abraço. Ele a soltou e ela colocou sua mão no pescoço. Uma tosse espeliu o ar contido em seu peito.

– Ah, desculpa menina, este é o Jaime. Nosso protetor. E ele falou a verdade. Se você diz o nome DELE, os bichos aparecem e PUF, era uma vez a vila.

– Desculpe, eu não sabia… mas ainda não entendi…

– Não tem o que entender, disse o homem;

Ela olhou para Jaime. Era um homem alto e forte. Sua cor era negra, quase azul. Jamais tinha visto alguém como ele.

– HAHAHAHA, pelo visto nunca viu um negro! A muito que precisa aprender sobre o mundo aqui fora minha pequena. Mas antes, qual o seu nome?

– Cássia, apenas Cássia.

 
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Publicado por em outubro 21, 2008 em Terceiro Dia