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Sherlock Holmes

19 maio
Aproveitando o lado marginal da personalidade do próprio ator que o interpreta, Robert Downey Jr., bem como o sucesso de sua recente participação em aventuras como “Homem de Ferro”, o diretor inglês Guy Ritchie (“Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”) injeta sangue novo em “Sherlock Holmes” – baseado no personagem do detetive criado em 1887 por sir Arthur Conan Doyle.
O filme já está a venda e para locação.

 Tratando com bastante liberdade o personagem, conhecido por sua esperteza e poder de dedução, Ritchie abre mão da maior parte de sua tradição, como os até agora inseparáveis cachimbo, chapéu de caçador e a frase “elementar, meu caro Watson” – que era sempre usada para seu habitual parceiro, o médico John Watson (Jude Law, de “Um Beijo Roubado”). Assim, dá força total a uma atualização da imagem de Holmes, tornando-o um personagem atlético, quase um heroi de ação sem superpoderes.

 Nesta nova encarnação, Sherlock gosta de luta livre por esporte. Mesmo sendo bem-humorado, ele tem um lado sombrio. Seu quarto parece o de um feiticeiro, numa confusão de poções – que ele testa no cachorro de Watson -, bebidas, papeis e todo tipo de bugigangas, além de armas de fogo.

 A fotografia de um antigo amor, Irene Adler (Rachel McAdams de “Te Amarei para Sempre”), está sobre uma mesa para lembrar que dentro desse peito bate um coração. Muito embora a lembrança da moça, uma vigarista que o deixou na mão, não seja das melhores.

 Diferentes em quase tudo, o organizado Watson e o desordeiro Holmes unem suas forças para enfrentar magia negra. No caso, uma sociedade do mal orquestrada pelo sinistro lorde Blackwood (Mark Strong, de “Rocknrolla – A Grande Roubada”), responsável por uma série de assassinatos rituais e capaz de fazer quase todos acreditarem que ressuscitou após o próprio enforcamento.

 Blackwood é muito eficiente para dominar pessoas influentes, como políticos e juízes, tornando-se extremamente perigoso. Sorte que a Inglaterra pode contar com dois guardiões da liberdade charmosos e eficientes como Holmes e Watson, além de uma ajudinha da malandra Irene – que volta à cena e prova muita habilidade.

 No saldo geral, Guy Ritchie faz boa figura e mostra que está se reinventando também, depois da relativa decepção de seu último filme antes deste – “Rocknrolla – A Grande Roubada” (2008). Reinventando, mas nem tanto. Estão aqui sequências visuais de arrepiar – como uma cena numa ponte semidestruída, a centenas de metros de altura, cheia de efeitos especiais. Mas o diretor recorre também a suas habitais câmeras lentas para valorizar os detalhes das lutas e aos flashbacks acelerados, para recapitular passagens complicadas.

 Enfim, é um Ritchie no seu melhor, divertido e saboroso. E com final apontando certeiro para o início de mais uma franquia, para a qual Brad Pitt já teria sido sondado para interpretar Moriarty, o eterno inimigo de Holmes.

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Publicado por em maio 19, 2010 em Dicas

 

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