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Arquivo mensal: julho 2010

Nasa lança videogame online que simula aventura em base lunar

O jogo simula uma base lunar futurista; clique aqui para ver mais imagens

A Nasa, agência espacial americana, lançou nesta terça-feira (6) um um videogame online gratuito que simula o trabalho em uma base lunar futurista, em 3D.

O “Moonbase Alpha” desafia o usuário a reparar os sistemas de oxigênio do complexo após o impacto de um meteorito. Os usuários podem atuar sozinhos ou em grupo.

A sinopse é baseada no projeto de exploração lunar que acabou sendo abortado pelo presidente dos EUA, Barack Obama.

O objetivo deste e outros programas promovidos pela agência espacial é despertar nos jovens a curiosidade por ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

O jogo é um precursor do projeto da Nasa de lançar um MMOG (Massively Multiplayer Online Game), capaz de ser acessado por milhares de usuários simultaneamente.

Para fazer o download, acesse o site http://www.nasa.gov/moonbasealpha.

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Publicado por em julho 6, 2010 em Curiosidades

 

Síndrome da pressa já afeta cerca de 30% dos brasileiros, diz especialista

Você vive de olho no relógio? Está sempre reclamando que não tem tempo pra nada? Quase tem um chilique se tem que esperar 10 minutos pelo almoço? Tem vontade de atropelar alguém que anda em um passo mais lento que o seu? Com certeza, uma maioria esmagadora de pessoas responderia “sim” a todas essas perguntas.

A pressa é uma característica dos dias de hoje e é muito difícil encontrar alguém que não tenha que cumprir prazos e horários, ou não se importe com eles. Mas especialistas afirmam que essa preocupação excessiva pode ser considerada uma síndrome, com consequências importantes para a saúde.

Apesar de não ser reconhecida oficialmente pela psiquiatria, a síndrome da pressa é estudada desde 1980. Segundo estudo realizado pelo International Stress Management Association do Brasil (Isma-BR), entidade que estuda os efeitos do estresse, o transtorno já atinge cerca de 30% dos brasileiros. Ela não constitui uma doença, mas uma série de comportamentos que altera significativamente a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos.

As pessoas que sofrem desse transtorno vivem literalmente com pressa, ou seja, não sentem ansiedade apenas em contextos específicos, como antes de uma reunião importante. “A pressa do dia-a-dia é pontual, direcionada para um momento. Já a síndrome acompanha o indivíduo nas 24 horas. Ele acredita que é pouco tempo para dar conta de suas demandas, acumula cada vez mais funções e se sente culpado se não faz mais coisas”, explica a piscóloga Katie Almondes.

Hostilidade

O transtorno é caracterizado por um conjunto de sinais como tensão, hostilidade, impaciência, ansiedade, valorização da quantidade e desvalorização da qualidade, sono agitado, inadmissão a atrasos, problemas de memorização e interrupção da fala de terceiros.

Geralmente a pessoa que sofre da síndrome da pressa demonstra sua agitação até mesmo no seu modo de andar, falar e escrever: o passo acelerado, a fala atropelada e a escrita abreviada (muito comum em tempos de internet) são marcas típicas do transtorno. “Outro sintoma é a agressividade, pois a pessoa que está sempre com pressa quer que todos sigam o seu ritmo”, aponta a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente do Isma-BR. Quem estiver em outro ritmo pode levar um empurrão ou até ser agredido no trânsito.

A síndrome da pressa apresenta sinais semelhantes ao do estresse em estágio avançado, e é comumente confundida com ele. Porém, os problemas tem origens diferentes. Enquanto o estresse avançado é uma reação física e psicológica a um evento novo, ameaçador ou angustiante, a síndrome da pressa é desencadeada por um padrão de comportamento em que o próprio indivíduo traz o estresse para si – ou seja, na maioria das vezes, ele próprio transforma sua vida nesse corre-corre sem fim, seja para produzir mais e ter mais retorno financeiro, seja para ter mais reconhecimento no trabalho.

Os pesquisadores ainda não sabem se esse transtorno é causado pelo ritmo frenético imposto pela atualidade, ou se é uma característica genética.

Consequências

A pressa constante afeta a qualidade de vida em vários níveis: pessoal, profissional, emocional e físico. Isso porque a pessoa deixa de se dedicar aos relacionamentos e a qualidade do trabalho fica comprometida. Além disso, a ansiedade e a frustração constantes afetam a qualidade do sono e da alimentação, o que pode acarretar uma série de doenças. Depressão, distúrbios gástricos, transtornos alimentares, insônia, dores musculares, fadiga e pressão alta podem ser algumas consequências.

“Tem dias que eu tenho chilique se pego trânsito intenso ou uma fila longa”, conta Carolina Bittencourt, estudante universitária e professora de inglês. Ela conta que já teve discussões com pessoas que estavam a “atrasando”. Furar fila e passar em sinal vermelho também são deslizes que confessa cometer. “Depende da minha pressa e se estou atrasada ou não”, afirma. Ela diz que vive acelerada e se justifica pela quantidade de coisas que têm de fazer. Mas o ritmo desenfreado já está mostrando suas consequências: “Vivo de mau humor, tenho muita dor nas costas e acabei de descobrir que estou com gastrite”, conta. Mesmo assim, ainda não pensa em desacelerar.

Movimento “slow”

O jornalista canadense Carl Honoré, um dos mais conhecidos nomes do movimento “Slow” (devagar, em inglês) aponta que essa correria desenfreada prejudica não apenas as pessoas. “Tanta velocidade ameaça até mesmo a economia e o meio ambiente”, diz. De acordo com ele, o mercado tem se baseado no crescimento rápido, no lucro e no consumo imediatos, e isso está levando o mundo ao colapso econômico e ambiental.

Honoré concorda que, em algumas profissões, a pressa é indispensável. É o caso de bombeiros, policiais ou médicos, que precisam de velocidade para atender emergências e salvar vidas. Outra área em que a pressa é essencial é no esporte, em que a velocidade está em muitas competições e é responsável por grande parte da emoção. “Ninguém assistiria uma competição de vagareza, nem ficaria torcendo pelo último colocado, aquele que conseguiu chegar mais devagar”, aponta.

Os problemas começam quando a pressa não é necessária, mas exigida. Ou seja: para ser bom, é preciso ser veloz. “Mesmo quando queremos desacelerar, uma voz dentro de nós fica repetindo para irmos rápido. Acabamos nos sentindo mal se fazemos poucas coisas, ou se demoramos para fazê-las”, ressalta Honoré.

Desta forma, a pressa acaba se tornando um vício difícil de ser vencido. “Eu sou viciada em pressa. Não consigo, e não gosto, de fazer nada devagar. Estou sempre correndo, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, e quero que as pessoas à minha volta sigam meu ritmo, senão parece que o trabalho não flui e a produtividade diminui”, confessa Bittencourt. Apesar de se assumir uma apressada, a estudante afirma que gosta da velocidade e acredita que é difícil mudar. “Não consigo diminuir o ritmo. Me sinto mal se ficar parada e me irito quando demoro muito para terminar alguma coisa”.

Fonte: UOL

 
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Publicado por em julho 6, 2010 em Dicas

 

Vale a pena ouvir de novo

Você já ouviu esse grito antes.

Com absoluta certeza, se o digníssimo leitor é fã de Senhor dos Anéis, Star Wars, Transformers, Willow, Angel, Arquivo-X, Uma Família da Pesada, Indiana Jones, Kill Bill… Se já assistiu a essas e outras produções, então com certeza já ouviu o Wilhelm Scream, o Grito Wilhelm.

A história, como costumam ser essas informações perdidas de Hollywood, é incrível. Em 1951, a Warner Bros produzia o western Distant Drums, Tambores Distantes, sobre um grupo de caubóis perseguindo índios na Flórida, no século 19. Lá pelas tantas, um desafortunado entre eles seria mordido e devorado por um crocodilo.

E como costuma acontecer, o grito do pobre infeliz seria gravado mais tarde, durante a edição de efeitos de sons. Foram gravados seis gritos, e o quarto, o quinto e o sexto foram selecionados. O utilizado no filme foi o quinto, mas os gritos ficaram tão bons, que foram usados em muitos outros filmes do estúdio.

Em outro western, de 1953, intitulado The Charge of Feather River, um soldado chamado Wilhelm gritava esse grito quando atingido por uma flecha na perna. Muitos anos depois, em 1977, Ben Burtt trabalhava em efeitos de som para Star Wars Episódio IV, Uma Nova Esperança, e fez uma pesquisa nos arquivos da Warner. Encontrou o grito em Feather River, e passou a utilizá-lo quase como uma assinatura pessoal. Por causa do nome do personagem que gritava, batizou o efeito como Grito Wilhelm!

O Grito Wilhelm foi usado em todos os filmes Star Wars e Indiana Jones. É ouvido quando o Stormtrooper atingido por Luke cai no poço da Estrela da Morte, na cena em que o herói e Leia estão encurralados bem na beirada da ponte da estação de batalha. E também quando um dos soldados nazistas cai do caminhão, guiado por Indy, sobre o capô do jipe que segue o veículo maior, em Caçadores da Arca Perdida. Quanto aos demais filmes… podem conferir, está lá!

Burtt usou o grito em More American Grafitti, de 1979, e Willow, na Terra da Magia, de 1988. O Grito Wilhelm foi ainda usado em Poltergeist (1982), Batman o Retorno (1992), Planeta dos Macacos (2001), Madagascar (2005)…

Claro que, graças a Burtt, o Wilhelm faz parte do arquivo de som do Skywalker Sound. Colegas dele como Gary Rydstrom e Chris Boyes o usaram em filmes como Toy Story (1995), e Piratas do Caribe (2003). O estúdio Weddington também o acrescentou a seus arquivos, e outros filmes como A Bela e a Fera, Aladin e O Quinto Elemento são produções onde o grito pode ser ouvido.

Cópias da gravação original do Wilhelm Scream estão nos arquivos de poucos estúdios, mas como o grito aparece em tantos filmes, foi “emprestado” incontáveis vezes para outras inúmeras produções, incluindo, claro, filmes de estudantes de cinema.

Joe Dante foi outro que colocou o grito em suas obras, como Hollywood Boulevard, Explorers, Gremlins 2 e outras. Quentin Tarantino, em meio a edição de som, fez uma pausa e todos foram assistir Distant Drums. Depois, claro, o grito apareceu em Kill Bill volume 1.

Peter Jackson ouviu essa história impressionante e engraçada, durante a mixagem de som de O Senhor dos Anéis, As Duas Torres, , e lógico que quis usar o Grito Wilhelm, com o volume aumentado. Depois, claro, o grito foi usado novamente em Retorno do Rei.

Evidentemente que as produções da Warner para a Tv, nos anos 50 e 60, como Maverick, usaram o grito, que foi resgatado por produções mais recentes como Angel, Arquivo-X, e Uma Família da Pesada. O Wilhelm aparece também em comerciais da Dell.

Em atrações de parques também pode ser ouvido o famoso grito! The Star Trek Adventure e The Batman Adventure são algumas delas. E também em videogames de Star Wars.

Quanto ao autor do grito, tornado famoso justamente por Star Wars (olha a Ficção Científica aí, gente!), não se sabe ao certo. Mas Ben Burtt,
novamente, foi escarafunchar nos arquivos da Warner, e encontrou documentos da produção de Tambores Distantes, onde eram listados os nomes de atores que foram convocados a virem gravar falas e efeitos de sons na pós-produção do filme. O especialista ouviu suas vozes, e chegou a um nome.

Sheb Wooley era músico e ator, famoso pela música Purple People Eater que fez muito sucesso em 1958. Ele interpreta um dos quatro bandoleiros que fazem uma emboscada para Gary Cooper em High Noon de 1953, e foi Peter Nolan na série Rawhide, tendo aparecido em vários outros filmes. Sheb interpretou um papel não creditado em Distant Drums, como soldado Jessup, e como Burtt descobriu, foi um dos poucos atores chamados para um trabalho vocal após o término das filmagens.

Infelizmente, Sheb Wooley morreu de leucemia em 2003, em Nashville no Tennessee, aos 82 anos. Mas sua esposa, Linda Dodson-Wolley, disse que ele tinha grande talento para interpretar risadas, gritos, e vocais de morte em filmes. Embora não haja meios de confirmar, pode estar aí o autor do famoso Grito Wilhelm.

Já Ben Burtt, finalizada a saga Star Wars e trabalhando agora na Pixar, afirmou que não mais vai utilizar o Wilhelm Scream novamente. Mas, obviamente, isso não irá calar um dos mais famosos efeitos sonoros de todos os tempos!

Ah, querem ouvir o grito? Pois o Aumanack recomenda os seguintes vídeos, compilações dos filmes onde o Wilhelm pode ser ouvido, veja mais um dos vídeos abaixo.

E nós do Aumanack recomendamos a excelente coluna do Cri-Crítico, do Guia do jornal O Estado de São Paulo, que circula as sextas, e onde encontramos as primeiras informações sobre o extraordinário Grito Wilhelm.

Fonte: Aumanack

 
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Publicado por em julho 6, 2010 em Curiosidades