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Arquivo mensal: fevereiro 2011

Previsões futurísticas do passado que nunca se tornaram realidade e as que deram certo

Bruno Amaral Para o TechTudo

Popular Mechanics (Foto: Reprodução)Popular Mechanics (Foto: Reprodução)

Não é de hoje que a humanidade pensa no futuro. Assim como o cinema de ficção científica costumava fazer previsões para o século XXI (como o clássico “A Máquina do Tempo”, de George Pal) ainda no século XX, a imprensa também deu seus palpites de como seria a sociedade atual, baseando-se em estudos e pesquisas da época.

Em 1902, a revista norte-americana “Popular Mechanics” foi lançada com previsões fantásticas de como seriam os anos 2000. Como nos filmes, as apostas apresentaram mais erros do que acertos, e erros muito divertidos. Afinal, não estamos nos locomovendo com mochilas voadoras (as famosas jetpacks), nem possuímos empregadas domésticas andróides, como prevera a revista.

Aproveitando o ranking da Popular Mechanics, o TechTudo escolheu cinco das 50 previsões mais furadas da revista. Claro, não poderíamos deixar de lado as cinco previsões que acabaram se concretizando, mesmo que tenham levado mais tempo que o imaginado para acontecer ou surgido ligeiramente diferentes.

As furadas

Carros não emitirão poluentes (1932) – “Nas cidades sem cheiro do futuro, automóveis vão vestir máscaras de gás. Os venenos e fumaças desagradáveis dos veículos movidos a gasolina ou outros derivados de petróleo vão desaparecer”. Bom, habitantes de metrópoles como São Paulo, em 2011, discordam veementemente dessa previsão. No entanto, ainda há a esperança de termos carros elétricos populares nas próximas décadas.

Vivendo em movimento (1935) – “Em 20 anos, mais da metade da população dos Estados Unidos estará vivendo em trailers de automóveis”. Há, sim, muitos norte-americanos vivendo nessas casas com rodas, mas o que deveria ser uma previsão de qualidade de vida, para a maioria da população significa poucas condições financeiras para comprar uma casa de alvenaria.

Cozinha high-tech (1963) – “Um forno em forma de domo de vidro, um balcão que esquenta panelas por indução de calor sem aquecer a superfície de mármore e um refrigerador com prateleiras rotativas são o futuro da cozinha”. Até onde se sabe, os balcões continuam iguais, apesar de alguns modelos estilo *cooktop* se integrarem ao móvel. Mas, a geladeira e o fogão continuam basicamente no mesmo formato de 50 anos atrás.

Entrega de correio com paraquedas (1921) – “Atualmente, a precisão no pouso dos pacotes depende inteiramente da habilidade e mira do piloto. Entretanto, alguns acertos incrivelmente próximos ao alvo estão sendo feitos com um paraquedas de duas velocidades que está sendo desenvolvido na França. Enquanto isso, é bem seguro dizer que essas entregas vão virar a regra no futuro”. Não, não viraram. O sistema visionado é inviável. Além disso, continua sendo mais seguro esperar o avião pousar.

Helicópteros pessoais (1951) – “Este helicóptero pessoal simples, prático e a prova de tolos é grande o suficiente para ser carregado por duas pessoas e pequeno o bastante para aterrissar em seu jardim. Ele não possui um carburador para resfriar ou sistema de ignição para cair ou pegar fogo: em vez disso, um motor a jato eficiente e silencioso mantém os rotores se movendo”. Isso pode ser a realidade de alguns altos executivos de São Paulo, mas essas aeronaves ainda não se tornaram um transporte comum e viável para a população em geral. E continuam bem barulhentos e pesados.

Acertadas (ou quase)

Jornais entregues por fax (1938) – “A entrega de jornais por fac-símile diretamente nas residências pode virar realidade em um futuro próximo. Apenas o aperfeiçoamento de certos detalhes técnicos está impedindo isso, de acordo com experts em rádio. O sistema permitirá a recepção do periódico em uma máquina durante a noite. Equipamentos presentes transmitem e recebem páginas do tamanho de um papel timbrado comum. Na manhã seguinte, o assinante tira as resmas e lê seu jornal”. Não é bem isso, mas o fato é que na década de 1980 e 1990 popularizou-se o aparelho de fax, que foi destronado pela Internet. Hoje, é comum ler edições inteiras de jornais no computador e até mesmo em smartphones e tablets.

Home Theater (1944) – “Dê alguns anos aos mágicos da RCA, General Electric e Dumont e eles irão produzir um projetor de televisão que iguala aos filmes de hoje em claridade em uma tela doméstica de 1,8m ou em um telão de cinema de 4,5m x 6m”. O apetite norte-americano pela diversão não chegou a tanto, mas as telas de 40 polegadas já são mais do que comuns nos Estados Unidos, enquanto modelos ainda maiores, de 50 polegadas ou mais, vão se popularizando. Já os projetores de cinema estão se modernizando para rodar filmes digitais e aposentar os velhos rolos de fita, altamente inflamáveis e sujeitos à deterioração. Mas, de fato, foi preciso bem mais do que alguns anos.

Televisão que pendura na parede (1954) – “Cientistas da General Electric preveem que sua tela de TV em 1964 seja tão fina que você possa pendurar como um quadro na parede ou montar em uma escrivaninha como um espelho em uma penteadeira”. Sim, sim, isso aconteceu, mas com 45 anos de atraso em relação ao previsto. Os modelos LCD e de plasma, assim como na foto, são bastante finos.

Relógios de pulso (1968) – “Relógios de pulso do ano 2000 vão ser utilizados mais do que para medir o tempo. Eles serão completos centros de comunicação, contendo aparelhos não só para hora precisa, mas também para comunicação e gravação de voz e visão – eles terão até computadores simples miniaturizados”. Existe sim, um celular em forma de relógio: o LG Watch Phone GD910, vendido no Brasil desde 2009. Ainda assim, a descrição vale para aparelhos pessoais como smartphones, verdadeiros computadores de bolso.

Observatório lunar (1967) – “Em 1972, um observatório astronômico com rádio telescópio será estabelecido na Lua. Ele vai, sob condições lunares, descobrir coisas que seriam impossíveis de achar pela observação na Terra por conta da gravidade e atmosfera”. Bingo! O telescópio espacial Hubble foi usado extamente com esse objetivo e revolucionou a astronomia. Com ele, foi possível tirar fotos em alta resolução de objetos astronômicos inéditos para a ciência.

Atualmente, a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) utiliza os observatórios orbitais WISE e Spitzer para capturar a luz infra-vermelha do cosmos, além do Kepler, que detecta a presença gravitacional de exoplanetas. Infelizmente, nenhum deles está na Lua.

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Publicado por em fevereiro 4, 2011 em Curiosidades

 

Afinal, celulares derrubam aviões?

Não existe coisa mais chata do que encarar uma longa viagem de avião sem ter o que fazer. Entre as causas de irritação estão o pouco espaço para as pernas, passageiros sem educação, serviço de bordo precário e, principalmente para um geek, a impossibilidade de utilizar o celular, seja para navegar ou fazer chamadas. Mas o aparelho é realmente tão maléfico para os instrumentos de uma aeronave?

Avião decolando (Foto: Reprodução/stock.xchng)Avião decolando (Foto: Reprodução/stock.xchng)

Especialistas norte-americanos afirmam que não. Afinal, não é raro que passageiros esqueçam os telefones ligados e só percebam depois de aterrissar tranquilamente, sem que o avião tenha se transformado em bolas em chamas caindo do céu.

Não há nenhuma prova da interferência, um temor que já dura 20 anos. A regra norte-americana que proíbe o uso de celulares sequer é uma lei federal. O Federal Communications Commission (FCC), agência norte-americana que regula o setor de comunicações (semelhante a Anatel), chegou a realizar uma investigação em 2004, mas a pesquisa foi abandonada três anos depois, alegando ainda não ter informações suficientes.

Inconveniência?

xperia x10 (Foto: techtudo)Xperia x10 (Foto: techtudo)

De acordo com Carl Biersack, membro da IPCC (uma sociedade em prol do uso de telefones em aviões), o real motivo da FCC não ter aprovado os aparelhos nos aviões ultrapassa a questão técnica ou de segurança. Prova disso seria a livre utilização dos aparelhos em aeronaves de companhias em 139 países, incluindo os da Europa.

Segundo Biersack, o problema mesmo seria a pressão pública, que acreditaria que passageiros não querem ser incomodados com a falação no voo. Detalhe: de acordo com a IPCC, a duração média de chamadas realizadas dentro de aviões é de apenas 53 segundos nos países onde é permitido.

Aqui no Brasil apenas recentemente a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autorizou o uso de celulares, incluindo pacote de dados, em alguns voos da companhia aérea TAM. Ainda assim, são poucas as rotas que oferecem o serviço, que cobra valor de DDI mesmo em chamadas nacionais e possui conexão de, no máximo, 250 kbps.

As pessoas também não podem falar ao mesmo tempo e os celulares não podem funcionar durante pousos e decolagens. A regra local para todo o resto – ou seja, a esmagadora maioria dos voos comerciais realizados em território nacional – apenas permite ligar o aparelho quando a aeronave estiver no solo e com o motor desligado.

Mesmo a configuração “flight mode” (ou “modo de vôo”) nos aparelhos não é permitida nos aviões, o que impossibilita o uso, ainda que offline, de smartphones, celulares ou videogames portáteis (estes apenas por conterem a função Wi-Fi). Notebooks também não são bem-vindos em rotas domésticas.

Sinal de mudança

Enquanto isso, voltando aos Estados Unidos, o Google ofereceu Wi-Fi gratuito em voos das empresas AirTran, Delta e Virgin America entre novembro do ano passado e o começo de janeiro de 2011. A única exigência é a utilização do navegador da empresa, o Chrome. É um preço pequeno a se pagar pela comodidade de poder navegar na Internet e espantar o tédio. É também um grande passo para derrubar o mito – não o avião – do uso de aparelhos eletrônicos dentro de aeronaves.

 
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Publicado por em fevereiro 4, 2011 em Curiosidades

 

Com design inovador, nova McLaren é montada ao vivo em seu lançamento

Equipe inglesa apresenta o MP4/26 em evento realizado em praça de Berlim

Como virou praxe nesta temporada, a McLaren anunciou que transmitiria o evento de lançamento do MP4/26, modelo da temporada 2011, realizado em Berlim, pela internet. Só que o vídeo começou apenas com o chassi montado. As outras peças foram chegando aos poucos e foram montadas uma a uma no carro. Ele ficou pronto rapidamente, revelando um design inovador.

VOANDO BAIXO: clique aqui e assista ao vídeo de lançamento do MP4/26 da McLaren

lançamento do novo carro da Mclaren com Button e Hamilton (Foto: AP)Lewis Hamilton e Jenson Button apresentam o MP4/26, modelo da McLaren para 2011 (Foto: AP)

Após a montagem, o projeto do MP4/26 roubou a cena. O bico é alto e longo, com uma asa dianteira de desenho agressivo. Mas as grandes novidades estavam naregião central do carro. A equipe apostou em entradas de ar para o radiador altas, em forma de “L”. A tampa do motor  também é diferente, com três orifícios acima da cabeça do piloto para refrigerar o propulsor. O escapamento, ao contrário do esperado, tem posicionamento convencional, na traseira.

A equipe optou por não levar o carro para os primeiros testes coletivos da temporada, em Valência, na Espanha, que se encerraram na quinta-feira. Ela usou o modelo do ano passado para avaliar vários novos componentes para 2011. Jenson Button, um dos pilotos da McLaren, acha que o time levará vantagem com esta escolha, já que ela pode aproveitar as informações do ano passado.

lançamento do novo carro da McLaren (Foto: Divulgação)Visão lateral do novo carro da McLaren para a temporada 2011, o MP4/26 (Foto: Divulgação)

– Estou certo de que os outros times estão dizendo que levarão vantagem por causa do maior tempo para trabalhar com o novo carro. Mas acho que entendemos como o Kers funcionará, o que é a questão mais importante. Acho que foi importante gastarmos tempo para construir o carro. Foi importante andar em Valência com o carro velho por causa dos pneus Pirelli. Pudemos comparar os resultados com os Bridgestone do ano passado – diz Button, campeão da F-1 em 2009.

 
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Publicado por em fevereiro 4, 2011 em Novidades