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Previsões futurísticas do passado que nunca se tornaram realidade e as que deram certo

04 fev

Bruno Amaral Para o TechTudo

Popular Mechanics (Foto: Reprodução)Popular Mechanics (Foto: Reprodução)

Não é de hoje que a humanidade pensa no futuro. Assim como o cinema de ficção científica costumava fazer previsões para o século XXI (como o clássico “A Máquina do Tempo”, de George Pal) ainda no século XX, a imprensa também deu seus palpites de como seria a sociedade atual, baseando-se em estudos e pesquisas da época.

Em 1902, a revista norte-americana “Popular Mechanics” foi lançada com previsões fantásticas de como seriam os anos 2000. Como nos filmes, as apostas apresentaram mais erros do que acertos, e erros muito divertidos. Afinal, não estamos nos locomovendo com mochilas voadoras (as famosas jetpacks), nem possuímos empregadas domésticas andróides, como prevera a revista.

Aproveitando o ranking da Popular Mechanics, o TechTudo escolheu cinco das 50 previsões mais furadas da revista. Claro, não poderíamos deixar de lado as cinco previsões que acabaram se concretizando, mesmo que tenham levado mais tempo que o imaginado para acontecer ou surgido ligeiramente diferentes.

As furadas

Carros não emitirão poluentes (1932) – “Nas cidades sem cheiro do futuro, automóveis vão vestir máscaras de gás. Os venenos e fumaças desagradáveis dos veículos movidos a gasolina ou outros derivados de petróleo vão desaparecer”. Bom, habitantes de metrópoles como São Paulo, em 2011, discordam veementemente dessa previsão. No entanto, ainda há a esperança de termos carros elétricos populares nas próximas décadas.

Vivendo em movimento (1935) – “Em 20 anos, mais da metade da população dos Estados Unidos estará vivendo em trailers de automóveis”. Há, sim, muitos norte-americanos vivendo nessas casas com rodas, mas o que deveria ser uma previsão de qualidade de vida, para a maioria da população significa poucas condições financeiras para comprar uma casa de alvenaria.

Cozinha high-tech (1963) – “Um forno em forma de domo de vidro, um balcão que esquenta panelas por indução de calor sem aquecer a superfície de mármore e um refrigerador com prateleiras rotativas são o futuro da cozinha”. Até onde se sabe, os balcões continuam iguais, apesar de alguns modelos estilo *cooktop* se integrarem ao móvel. Mas, a geladeira e o fogão continuam basicamente no mesmo formato de 50 anos atrás.

Entrega de correio com paraquedas (1921) – “Atualmente, a precisão no pouso dos pacotes depende inteiramente da habilidade e mira do piloto. Entretanto, alguns acertos incrivelmente próximos ao alvo estão sendo feitos com um paraquedas de duas velocidades que está sendo desenvolvido na França. Enquanto isso, é bem seguro dizer que essas entregas vão virar a regra no futuro”. Não, não viraram. O sistema visionado é inviável. Além disso, continua sendo mais seguro esperar o avião pousar.

Helicópteros pessoais (1951) – “Este helicóptero pessoal simples, prático e a prova de tolos é grande o suficiente para ser carregado por duas pessoas e pequeno o bastante para aterrissar em seu jardim. Ele não possui um carburador para resfriar ou sistema de ignição para cair ou pegar fogo: em vez disso, um motor a jato eficiente e silencioso mantém os rotores se movendo”. Isso pode ser a realidade de alguns altos executivos de São Paulo, mas essas aeronaves ainda não se tornaram um transporte comum e viável para a população em geral. E continuam bem barulhentos e pesados.

Acertadas (ou quase)

Jornais entregues por fax (1938) – “A entrega de jornais por fac-símile diretamente nas residências pode virar realidade em um futuro próximo. Apenas o aperfeiçoamento de certos detalhes técnicos está impedindo isso, de acordo com experts em rádio. O sistema permitirá a recepção do periódico em uma máquina durante a noite. Equipamentos presentes transmitem e recebem páginas do tamanho de um papel timbrado comum. Na manhã seguinte, o assinante tira as resmas e lê seu jornal”. Não é bem isso, mas o fato é que na década de 1980 e 1990 popularizou-se o aparelho de fax, que foi destronado pela Internet. Hoje, é comum ler edições inteiras de jornais no computador e até mesmo em smartphones e tablets.

Home Theater (1944) – “Dê alguns anos aos mágicos da RCA, General Electric e Dumont e eles irão produzir um projetor de televisão que iguala aos filmes de hoje em claridade em uma tela doméstica de 1,8m ou em um telão de cinema de 4,5m x 6m”. O apetite norte-americano pela diversão não chegou a tanto, mas as telas de 40 polegadas já são mais do que comuns nos Estados Unidos, enquanto modelos ainda maiores, de 50 polegadas ou mais, vão se popularizando. Já os projetores de cinema estão se modernizando para rodar filmes digitais e aposentar os velhos rolos de fita, altamente inflamáveis e sujeitos à deterioração. Mas, de fato, foi preciso bem mais do que alguns anos.

Televisão que pendura na parede (1954) – “Cientistas da General Electric preveem que sua tela de TV em 1964 seja tão fina que você possa pendurar como um quadro na parede ou montar em uma escrivaninha como um espelho em uma penteadeira”. Sim, sim, isso aconteceu, mas com 45 anos de atraso em relação ao previsto. Os modelos LCD e de plasma, assim como na foto, são bastante finos.

Relógios de pulso (1968) – “Relógios de pulso do ano 2000 vão ser utilizados mais do que para medir o tempo. Eles serão completos centros de comunicação, contendo aparelhos não só para hora precisa, mas também para comunicação e gravação de voz e visão – eles terão até computadores simples miniaturizados”. Existe sim, um celular em forma de relógio: o LG Watch Phone GD910, vendido no Brasil desde 2009. Ainda assim, a descrição vale para aparelhos pessoais como smartphones, verdadeiros computadores de bolso.

Observatório lunar (1967) – “Em 1972, um observatório astronômico com rádio telescópio será estabelecido na Lua. Ele vai, sob condições lunares, descobrir coisas que seriam impossíveis de achar pela observação na Terra por conta da gravidade e atmosfera”. Bingo! O telescópio espacial Hubble foi usado extamente com esse objetivo e revolucionou a astronomia. Com ele, foi possível tirar fotos em alta resolução de objetos astronômicos inéditos para a ciência.

Atualmente, a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) utiliza os observatórios orbitais WISE e Spitzer para capturar a luz infra-vermelha do cosmos, além do Kepler, que detecta a presença gravitacional de exoplanetas. Infelizmente, nenhum deles está na Lua.

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Publicado por em fevereiro 4, 2011 em Curiosidades

 

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